Os citrinos: Laranjeira e Tangerineira

Os citrinos: Laranjeira e Tangerineira

No mundo dos citrinos podem ser destacadas como bastante utilizadas em todo o mundo as laranjeiras e as tangerineiras, apreciadas pelos seus frutos que tanto podem ser consumidos como fruta ou em forma de sumo.

A laranjeira-azeda, Citrus aurantium L., foi introduzida no Ocidente pelos Árabes cerca do século x, não se conhecendo bem onde se começou, na Europa, a fazer a cultura da laranjeira-doce, Citrus sinensis (L.) Osbeck. Também o limoeiro, Citrus limón (L.) Burm. fil., foi introduzido pelos Árabes, no século xii, na Península Ibérica.

A tangerineira, Citrus deliciosa Ten., foi introduzida muito mais recentemente, supondo-se que foi cultivada em Tânger quando os Portugueses estavam na posse daquela cidade. A toranjeira, Citrus máxima (Burm.) Merrill ou Cytrus grandis (L.) Osbeck, pensa-se que tenha tido uma introdução ainda posterior na região mediterrânica.

Laranjeiras e limoeiros foram levados por Colombo para a América, em 1493. Apesar de todos os citrinos poderem crescer de semente, propagam-se vulgarmente por enxerto, para assegurar que as características desejáveis do fruto sejam reproduzidas na nova planta sem variação genética.

A tangerineira, do grupo dos citrinos, é a que melhor suporta o frio, embora, por outro lado, os frutos sejam os mais sensíveis às baixas temperaturas, devido à pequena espessura da epiderme.

As novas plantações são principalmente das cultivares Clementina e Encore, preferíveis à variedade Setubalense, em que o elevado número de sementes é factor de depreciação.

A área nacional cultivada é de 2885 ha, podendo a sua colheita ser feita entre os meses de Outubro e Maio.

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