Gergelim, o óleo culinário mais caro do mercado.

Gergelim, o óleo culinário mais caro do mercado.

As sementes do gergelim já forneciam óleo aos Babilónios, conforme consta numa tábua escrita cerca do ano 2350 a. C. em caracteres cuneiformes. Da Babilónia exportava-se este óleo aromático, suave e inalterável, até à Índia e à China.

O gergelim é uma planta herbácea anual e tropical, que pode atingir 1,8 m de altura; tem folhas simples, inteiras, ovado-lanceoladas e longamente pecioladas. As flores, solitárias, situam-se nas axilas das flores superiores. O fruto é uma cápsula 4-loculicida, que contém pequenas e numerosas sementes; estas são comprimidas, ovadas e de coloração variável, desde brancas a acastanhadas ou avermelhadas. Os cotilédones contêm 40%-50% de óleo de grande valor culinário (óleo de sésamo), mas também muito utilizado em numerosos ramos da indústria. Os resíduos, prensados, são usados como forragem. Em Africa e na Asia as sementes são comidas cruas ou torradas ou moem-se para fazer farinha.

Das 20 espécies de gergelim africanas e asiáticas do género Sesamum, que crescem no estado selvagem, unicamente o gergelim (Sesamum indicam L.) tem valor económico. Por tal motivo, esta planta é cultivada, principalmente na Índia, para obtenção do óleo e, em menor proporção, na China e no México.

Para a colheita do gergelim, cortam-se a plantas quando as folhas comçam a murchar. Separam-se então as cápsulas para as abrir posteriormente ou sacodem-se as plantas até que as cápsulas se abram e se possam recolher as sementes.

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