O rícino | Ricinus communis

O rícino | Ricinus communis

O rícino (Ricinus communis) é uma euforbiácea conhecida pelos Egípcios como planta oleosa há mais de 4000 anos. No papiro de Ebers está escrito que o óleo de rícino (Ricinus communis) se empregava como laxante e como unguento para o cabelo.

Heródoto (século v a. C.) afirma que o rícino (Ricinus communis) se cultivava no Egipto. Dioscórides (século I d. C.) também o menciona. Na Idade Média já se plantava na Europa e no século xvi era muito conhecido. O óleo de rícino (Ricinus communis) extraído das suas sementes empregava-se como medicamento, porém também para iluminação.

As sementes de rícino (Ricinus communis) contêm substâncias tóxicas, que têm um efeito parecido ao do veneno dos fungos do género Amanita, que atacam e destroem os glóbulos vermelhos dos animais de sangue quente. Cerca de 12 g de sementes de rícino (Ricinus communis) podem produzir a morte de uma pessoa. No caso de uma criança, basta ingerir três ou quatro grãos.

No tratamento das sementes de rícino (Ricinus communis), o veneno não fica no óleo, mas sim nos resíduos prensados. Contudo, quando o óleo era tomado como laxante em grandes doses, podia produzir transtornos e cólicas intestinais muito dolorosas. Externamente, emprega-se em massagens e para combater a queda do cabelo.

A técnica com a qual os Chineses tratam o óleo de rícino (Ricinus communis) para obter óleo comestível é desconhecida. Na Asia cultivava-se sobre a planta um determinado bicho da seda (Bombyx arrindia). As folhas de rícino (Ricinus communis) contêm um corante azul-turquesa.

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